
Desesperada, sei que tudo é inútil. Fecho os olhos, vejo a corda em que me pendurei e tudo está por um triz. Meu olhos varrem todos os cantos, e minha memória deseja pela ultima vez lembrar de cada detalhe. Cada capítulo. E de cada capítulo, a frase mais marcante. Sinto meu ultimo suspiro evaporar de meu peito quando fecho a porta e com uma mochila nas costas, vou seguir em frente e sentir falta de tudo. Mas a vida é assim, sempre tem um recomeço e se adaptar ta bem longe dos meus objetivos. Cada passo que dou à diante, meu peito dispara e faz meu rosto úmido mais uma vez. Nada será como antes, eu tenho certeza e não queria que fosse, só o que queria era poder te levar comigo. Te ter ao meu lado, ficar boba todos os dias com o seu sorriso, poder te abraçar quando me sentisse em um abismo, só ter você comigo. E sim, não vou negar, em frente a esse mesmo rosto, pude chorar e se quer saber? Não, eu não me senti melhor. Eu daria qualquer coisa pra continuar escrevendo este livro sem ter que por uma vírgula. Não quero o futuro como um inimigo, não quero ter que teme-lo e desejar que ele não chegue. Poderei eu parar no tempo, no meu tempo e acabar logo com isso? Mas seria o meu próprio suicídio. Me mataria e nem ia perceber, deixaria de viver mesmo respirando, me responda, se eu fizesse isso você poderia me perdoar? E no meu ultimo suspiro eu iria dizer só o seu nome, como meu ultimo apelo.