quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O Medo.

As vezes me da um medo, um medo de acordar e não saber lidar com o abismo em meu peito. Medo de ter sentido o gosto de ter tudo e de repente não ter nada.
E esse medo sempre aparece no vazio do meu quarto, quando sei que ninguém pode me escutar muito menos me reconfortar. As paredes frias da minha alma não me deixam seguir em frente nem sentir o calor da imensidão, fico limitada nas cores do meu olho que insiste sempre em derramar lagrimas vermelhas. E com isso acabei descobrindo que a causa do meu medo é apenas uma ilusão. Só uma ilusão. Porque antes, amava o inverno da minha cama, podia ver as cores do universo, brincava com a solidão e vivia sem questionar o futuro. Era tudo tão mais simples.
As horas passavam e eu nem percebia agora elas se arrastam e parecem andar pra trás. É, pura ilusão. O medo de ver tudo destruído com uma tempestade ou com um sorriso, de ter perdido tempo com algo inútil. Sinto constantemente a necessidade de ter que fechar os olhos e fingir estar bem mesmo sem você aqui.
Perco noites escrevendo os meus pensamentos que se modificam conforme o dia amanhece. Não sei mais o que esperar de mim. Vivo sonhando coisas intermináveis. Sei que não serei compreendida, nem quero, só espero perder esse medo de te ver partir.