sábado, 20 de agosto de 2011

A igualdade.


Passamos por momentos avaliativos. precisamos a todo momento de um julgamento, mas quando dizem nos julgar, odiamos. Sendo a resposta negativa ou positiva. Temos receio do que vão pensar, esperamos respostas tapando os ouvidos. Medo da avaliação perante os olhos dos outros e depois falamos que não nos importamos com o que vão dizer, "Me importar? Pra que?" todo mundo um dia ja disse isso, ja pensou nisso ou ja fez isso. Mas a pura verdade é que somos avaliados em todos os momentos. E somos nossos próprios avaliadores, e o pior deles. Por que? Simplesmente pelo fato de acharmos que temos razão. Julgar é tão fácil, que pra muitos é uma rotina. Modificamos pessoas, tiramos a personalidade dela, a transformamos em mais uma do sistema, apagamos o seu brilho e fazemos ela ficar igual, igual a todos. Isso é tão triste. E quando vemos alguém com seu jeito de expressão diferente, que sabe defender seu ponto de vista, independente, que empoem seus ideais, segue seus objetivos e tem personalidade achamos que ela é louca, louca por fazer parte de um mundo tão igual e ser tão diferente, por ter coragem suficiente de ir de peito aberto pra uma armadilha de facas, por erguer a cabeça com tantos querendo vê-la cair, por sorrir com piadas e ainda lhe dizer bom dia. Achamos somente e queremos que seja apenas loucura, mas nosso desejo é outro, nosso sentimento é outro. Sentimos inveja por ela ser tudo isso, e nós não sermos nada. Apenas iguais.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O Medo.

As vezes me da um medo, um medo de acordar e não saber lidar com o abismo em meu peito. Medo de ter sentido o gosto de ter tudo e de repente não ter nada.
E esse medo sempre aparece no vazio do meu quarto, quando sei que ninguém pode me escutar muito menos me reconfortar. As paredes frias da minha alma não me deixam seguir em frente nem sentir o calor da imensidão, fico limitada nas cores do meu olho que insiste sempre em derramar lagrimas vermelhas. E com isso acabei descobrindo que a causa do meu medo é apenas uma ilusão. Só uma ilusão. Porque antes, amava o inverno da minha cama, podia ver as cores do universo, brincava com a solidão e vivia sem questionar o futuro. Era tudo tão mais simples.
As horas passavam e eu nem percebia agora elas se arrastam e parecem andar pra trás. É, pura ilusão. O medo de ver tudo destruído com uma tempestade ou com um sorriso, de ter perdido tempo com algo inútil. Sinto constantemente a necessidade de ter que fechar os olhos e fingir estar bem mesmo sem você aqui.
Perco noites escrevendo os meus pensamentos que se modificam conforme o dia amanhece. Não sei mais o que esperar de mim. Vivo sonhando coisas intermináveis. Sei que não serei compreendida, nem quero, só espero perder esse medo de te ver partir.